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Tempo que te quero tempo…

Tempo, esse velho amigo que, com paciência, aguarda sempre que renovemos a esperança que dá sentido à sua existência.
Ele nos ensina a conviver com perdas… e são tantas ao longo da existência…
Perdas que dão lugar a muitas renovações. Um exemplo típico acontece na infância, com a troca dos dentes. Um precioso exemplo para a mãe explicar ao filho a razão da criação.
Pena que esse mesmo tempo, não tem a capacidade de fazer ou desfazer o que gostaríamos que não fosse… a perda que contraria o maior ensinamento do Criador: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.” Essa perda que não tem definição, que não se compara a nenhuma outra e que para tantas mães, pais e irmãos, não tem explicação humana.
O refazimento de uma família que perde o seu maior bem, uma vida inocente para a violência, jamais se esgotará em qualquer fonte de estudo, visto que transcende as conquistas humanas. Ela é definitiva… É real…
Tempo, esse novo aliado que, com perseverança, acredita na nossa capacidade de superação, nos permitindo olhar além das aparências e enxergar nitidamente o amor de um Pai Misericordioso, disposto a curar as feridas expostas, sem exceções. Basta falar e escutar… sorrir e chorar… tocar e se deixar tocar pelo alimento que se traduz em ações.
Nos espelhemos na flor que não se entrega ao pouco tempo de vida ao ser subtraída, mas se revela plenamente, exalando o seu melhor perfume…
O Movimento Maria Cláudia pela Paz, convida a todos os que se aproximam a aproveitar a luz da oportunidade em cada amanhecer…. “Façamos o bem sem olhar a quem”. São girassóis, margaridas, rosas, lírios, cravos, não importa quantas sejam… Importa que o Jardim sempre estará florido, perfumado e eternizado aos olhos do Criador.

Cristina Del’Isola

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