|
|
CAMILA DE MAGALHÃES
| Carlos Moura/CB/D.A Press |
 |
Familiares e amigos de vítimas se reuniram no Parque da Cidade para cobrar justiça
|
| |
Cerca de 50 parentes e amigos de vítimas do trânsito se mobilizaram na manhã de ontem em uma passeata realizada no Parque da Cidade. Além de pedirem paz nas avenidas e estradas do Distrito Federal, protestaram contra a impunidade de motoristas imprudentes envolvidos em acidentes. Várias faixas marcaram o ato público organizado pelos familiares do biológo Pedro Davison, ciclista morto aos 25 anos após ser atropelado pelo contador Leonardo Luiz Costa em 19 de agosto de 2006. O condutor, supostamente embriagado, fugiu sem prestar socorro, mas acabou preso em flagrante depois que um motoqueiro anotou a placa do veículo. Pagou fiança de R$ 2 mil e responde ao processo em liberdade.
Às 9h da próxima quarta-feira, Leonardo será submetido ao Tribunal do Júri de Brasília. O contador será julgado por homicídio doloso, pois teria assumido o risco de matar. Se condenado, pode receber pena de até 20 anos de prisão. Antes do julgamento, a família de Pedro pretende realizar uma nova manifestação, no estacionamento do TJDF. “Não podemos aceitar que permaneçam sem punição atos que levam a vida dos outros, desrespeitando a lei. O sofrimento da perda é agravado pela demora da Justiça”, destacou o pai da vítima, o economista Pérsio Davison, 62 anos.
Amanhã, será a vez de testemunhas relatarem em audiência um outro acidente fatal ocorrido em Brasília. Em 6 de junho do ano passado, um sábado, o estudante Pedro Gonçalves da Costa, 16 anos, não conseguiu fazer as provas no Centro de Ensino Médio Setor Oeste. Morreu atropelado próximo a um semáforo no final da W3 Sul, a poucos metros da escola. Alcoolizado, o motorista identificado como Bruno Moraes Dantas, 21 anos, ultrapassou o sinal vermelho e atingiu o jovem. O condutor fugiu e foi encontrado pela polícia duas horas depois, dormindo em casa. Na audiência, o juiz decidirá se Bruno irá ou não a júri popular.
O pai do adolescente morto, Franklin Correa da Costa, 49 anos, espera uma decisão favorável ao Tribunal do Júri. “Queremos apenas que as pessoas paguem pelo crime que cometeram e que isso sirva de exemplo para termos um trânsito mais humanizado”, defendeu.
Na avaliação de Valéria Velasco, subsecretária de Proteção às Vítimas de Violência (Pró-Vítima), punição e justiça são os melhores instrumentos de educação no trânsito. Ela defende que a sociedade precisa se mobilizar para mudar as leis e a cultura da impunidade. Além disso, acredita que só o motorista pode evitar que haja violência no trânsito. “É isso que o poder judiciário deve enxergar.”
A esperança de todas essas famílias é de que os casos com vítimas do trânsito sejam finalizados como o do caminhoneiro que perdeu o controle do veículo na DF-190 em 28 de junho de 2008, oito dias depois que a lei seca entrou em vigor. Ele invadiu a pista contrária e atingiu de frente o carro de William Gomes da Silva, 32. William sobreviveu, mas a mulher, o filho único e o sobrinho não resistiram.
O caminhoneiro acabou preso no momento do acidente, pois o teste do bafômetro acusou embriaguez. O réu foi julgado em novembro de 2009 e condenado a 19 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Foi o primeiro caso de condenação pela lei seca no país. “Que isso sirva de exemplo, pois é preciso fazer valer a lei”, ressaltou a auxiliar técnica de educação Dulce Gonçalves da Fonseca, mãe de William. “Mas não é porque tive êxito que vou parar de lutar. A luta continua”, avisou.
Capotagem
Uma pessoa ficou ferida em uma capotagem ocorrida por volta das 16h50 de ontem, na BR-060, depois do viaduto que liga Samambaia ao Recanto das Emas. Fernando Antunes Saraiva, 18 anos, ocupava uma caminhonete S-10 preta e sofreu escoriações no rosto e no braço esquerdo. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Regional de Taguatinga. Uma criança de um ano, que também estava no veículo, saiu ilesa. Os bombeiros não informaram a causa do acidente.
Tempo, esse velho amigo que, com paciência, aguarda sempre que renovemos a esperança que dá sentido à sua existência.
Ele nos ensina a conviver com perdas… e são tantas ao longo da existência…
Perdas que dão lugar a muitas renovações. Um exemplo típico acontece na infância, com a troca dos dentes. Um precioso exemplo para a mãe explicar ao filho a razão da criação.
Pena que esse mesmo tempo, não tem a capacidade de fazer ou desfazer o que gostaríamos que não fosse… a perda que contraria o maior ensinamento do Criador: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.” Essa perda que não tem definição, que não se compara a nenhuma outra e que para tantas mães, pais e irmãos, não tem explicação humana.
O refazimento de uma família que perde o seu maior bem, uma vida inocente para a violência, jamais se esgotará em qualquer fonte de estudo, visto que transcende as conquistas humanas. Ela é definitiva… É real…
Tempo, esse novo aliado que, com perseverança, acredita na nossa capacidade de superação, nos permitindo olhar além das aparências e enxergar nitidamente o amor de um Pai Misericordioso, disposto a curar as feridas expostas, sem exceções. Basta falar e escutar… sorrir e chorar… tocar e se deixar tocar pelo alimento que se traduz em ações.
Nos espelhemos na flor que não se entrega ao pouco tempo de vida ao ser subtraída, mas se revela plenamente, exalando o seu melhor perfume…
O Movimento Maria Cláudia pela Paz, convida a todos os que se aproximam a aproveitar a luz da oportunidade em cada amanhecer…. “Façamos o bem sem olhar a quem”. São girassóis, margaridas, rosas, lírios, cravos, não importa quantas sejam… Importa que o Jardim sempre estará florido, perfumado e eternizado aos olhos do Criador.
Cristina Del’Isola

No dia 12 de dezembro, Brasília amanheceu diferente: um caminho de esperança se abriu para toda a sociedade que tem a possibilidade de um novo sonhar.
Com uma decisão justa e necessária os algozes, cruéis e frios assassinos, de Maria Cláudia de Siqueira Del’Isola, receberam nas primeiras horas daquela quarta-feira a sentença dada pelo brilhante juiz João Egmont. O criminoso Bernardino do Espírito Santo foi condenado a 65 anos de reclusão e sua comparsa Adriana de Jesus, teve mantida a pena 58 anos. Inicia-se, assim, uma nova esperança para o cidadão de bem a partir da justiça feita por Maria Cláudia.
Um importante passo foi dado, para os enfrentamentos futuros nesta busca de valorização da vida, para afastarmos de uma vez por todas a impunidade e conseqüentemente sua aliada fatal, a violência.No caminho percorrido até aquela madrugada, contamos com \no inestimável apoio de familiares, amigos, pessoas conhecidas ou \nnão, profissionais da imprensa, que com o rigor que lhes é exigido de dizer \nsomente a verdade, acompanharam o caso com a isenção precisa; além de \nmembros da sociedade que se aliaram a nós em todos os momentos em que \nrealizamos atividades para pedir apoio aos nossos objetivos; dos jurados \nque souberam entender a barbaridade cometida, e do Ministério Público, \nrepresentado pelo também brilhante Promotor, Maurício Miranda e sua \nassistente de acusação e profissional exemplar.Nosso maior agradecimento é ao Glorioso Pai e à Boa Mãe que \nestiveram conosco em todos os instantes dando-nos a força necessária \npara não esmorecer um segundo sequer.
No caminho percorrido até aquela madrugada, contamos com o inestimável apoio de familiares, amigos, pessoas conhecidas ou não, profissionais da imprensa, que com o rigor que lhes é exigido de dizer somente a verdade, acompanharam o caso com a isenção precisa; além de membros da sociedade que se aliaram a nós em todos os momentos em que realizamos atividades para pedir apoio aos nossos objetivos; dos jurados que souberam entender a barbaridade cometida, e do Ministério Público, representado pelo também brilhante Promotor, Maurício Miranda e sua assistente de acusação e profissional exemplar, Dra. Magda Montenegro.
Nosso maior agradecimento é ao Glorioso Pai e à Boa Mãe que estiveram conosco em todos os instantes dando-nos a força necessária para não esmorecer um segundo sequer.
“Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou…”
Processos de acidentes com mortes podem se arrastar por anos. Família de ciclista que perdeu a vida no Eixão, em 2006, aguarda júri de motorista. Em outro caso, viúva busca indenização
Rodolfo Borges
| Adauto Cruz/CB/D.A Press |
 |
Persio e Elizabeth, pais de Pedro, com o filho Willian: muita dor e saudade
|
Marcelo Ferreira/CB/D.A Press – 17/2/09 |
 |
|
José Varella/CB/D.A Press – 13/2/09 |
 |
|
Carlos Moura/CB/D.A Press – 20/8/06 |
 |
O ciclista Pedro Davison foi atropelado e morto no fim da Asa Sul, em 19 de agosto de 2006. Muitas manifestações lembraram o caso
|
| |
No dia 19 de agosto de 2006, o estudante Pedro Davison, então com 25 anos de idade, pedalava pela faixa presidencial do Eixão, no fim da Asa Sul, quando foi atingido por um Fiat Marea que transitava pela mesma faixa em alta velocidade. Três anos após a morte de Pedro, apesar de o motorista responsável pelo atropelamento ter sido processado por homicídio doloso (com intenção de matar), o caso ainda não chegou a um desfecho, prolongando o sofrimento da família do rapaz que comemorava o aniversário da filha de 8 anos no dia em que ele foi atropelado.
Persio Davison, pai de Pedro, entra no site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) todos os dias para saber se há alguma novidade no caso. “Perdi o meu futuro. Tínhamos uma expectativa de vida, de convivência quando ele estivesse mais velho. Ficou apenas uma sombra de tristeza”, resume o economista. Assim como ele, milhares de pais, mães e filhos que perderam seus parentes no trânsito, graças à imprudência de outros motoristas, carregam, junto com a dor da ausência, o fardo de buscar pelo menos um desfecho jurídico para a questão.
Para a subsecretária de Proteção às Vítimas de Violência da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus-DF), Valéria Velasco, a impunidade redobra o sofrimento. “Estamos atendendo a muitos casos de violência no trânsito e já os incluímos junto aos de homicídios, latrocínios e crimes sexuais”, conta. Segundo ela, a Pró-vítima considera o carro como uma arma e tem trabalhado na defesa de políticas públicas que evitem a continuidade desse tipo de crime.
O julgamento do contador Leonardo Luiz da Costa, que atropelou Pedro enquanto disputava um racha, estava marcado para a próxima quinta-feira, mas foi adiado por solicitação da defesa. Um dos advogados que representa o contador deixou o caso, enquanto o outro tinha um casamento e passagens de lua de mel marcadas para a data do júri, que ainda não foi remarcado. O advogado não foi encontrado pela reportagem para comentar o adiamento.
Para o advogado Carlos Eduardo Carvalho Lima, que auxilia a família de Pedro no processo, a defesa realmente precisa de todas as garantias para evitar injustiças. “O réu precisa de todos os direitos de defesa. É preciso ter a certeza da culpabilidade do agente. Inaceitáveis são litigâncias de má-fé e recursos meramente protelatórios”, critica o advogado, que credita à falta de pessoal nos tribunais a demora nos processos.
Segundo Lima, é facilmente identificável a utilização de estratégias para protelar os processos, como juntada de documentos (1)e intimação das partes, ainda que a situação tenha melhorado muito nos últimos anos. Apesar da melhora, vítimas de acidentes como os filhos da jornalista Christina Velho ainda devem conviver algum tempo com a demora para o desfecho de catástrofes no trânsito.
Dia dos Pais
Era Dia dos Pais quando Homero Velho Júnior voltava com os quatro filhos do cinema pela última vez. No fim do Eixão, quando a família se aproximava do Lago Norte, um carro dirigido por um rapaz de 16 anos atravessou a pista a 120km/h e acertou o veículo. Homero morreu e três de seus quatro filhos deixaram o acidente com sequelas. “Um deles perdeu o controle motor fino(2), uma filha ficou anoréxica por 10 anos e um terceiro perdeu o braço”, lembra Christina, que, 21 anos depois do ocorrido, continua lutando pelos direitos dos filhos.
O processo de indenização para os filhos de Christina já “aguardou várias juntadas por três ou quatro meses”, segundo a jornalista, que se casou de novo e se mudou para São Paulo, mas não abriu mão de buscar justiça. Há três anos, Christina tenta cumprir a segunda parte da execução da sentença, que se resume a uma indenização.
“O Ministério Público abriu um processo penal na época, mas quando tomei conhecimento, anos depois, ele já tinha sido arquivado”, diz. Em 2001, foi feito um acordo para a família do responsável cumprir a primeira fase da indenização, que demandava o pagamento de um terço do que seria o salário do marido até que fizesse 65 anos.
Em 2002, o professor aposentado Gentil Martins Dias, que foi responsabilizado na época porque o filho era menor de idade, pagou os valores atrasados e cada filho da jornalista recebeu R$ 85 mil. Mas ele ainda precisa pagar um valor correspondente aos prejuízos causados pelo acidente — como internação, cirurgia a dano físico —, quantia que nem sequer foi estipulada pela Justiça.
Para ela, a conclusão de um caso como esse vale mais do que uma simples indenização. “Não quero só que meus filhos sejam indenizados. De algum jeito, isso tem que parar. É preciso mais responsabilidade no trânsito e na vida”, arremata.
1 – Estratégia
A medida consiste simplesmente no acréscimo de documentos, instruções, registro de decisões ou qualquer informação relevante para o assunto de que trata o processo.
2 – Perdas
O controle motor fino é responsável pela coordenação das funções musculares, esqueléticas e neurológicas utilizadas para produzir movimentos pequenos e precisos. Apesar de adulto, o filho de Christina ainda escreve com letra de criança. A filha da jornalista, que tinha 14 anos à época, tocava piano e fazia ginástica olímpica, mas teve de deixar as práticas por causa de uma mão quebrada.
IDOSOS ATROPELADOS
Por volta das 18h de ontem, o guardador de carros José Cristino Novaes, 70, foi atropelado na QI 11/12 do Lago Sul. Ele atravessou a rua quando o sinal estava fechado para ele, e foi atingido por um Celta preto placa JGU 2307, Brasília. A motorista do veículo, a arquiteta Roberta Portela, 28, disse que seguia dentro dos limites de velocidade de via, a 70 km/h, e que a vítima invadiu a pista. Testemunhas confirmaram a versão da condutora. José foi levado para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF)e, até o fechamento desta edição, seu estado era grave. Outro idoso foi atropelado. Dulce de Oliveira, 63, foi atingida na 105 Sul, por volta das 9h50. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o veículo envolvido foi um Palio, placa JHM 5504-DF. A mulher sofreu fraturas múltiplas e foi levada ao HBDF.
A dor se transforma em luta
Depois de conhecer o sofrimento de perder um filho, a economista aposentada Maria Elizabeth Davison resolveu que não seria por sua omissão que o mesmo aconteceria a outras mães. Beth, como é conhecida, se uniu à organização não governamental Rodas da Paz e passou a promover encontros para conscientizar a população da cidade sobre a importância de respeitar os ciclistas.
“Se isso não tivesse acontecido, talvez eu não estivesse lutando pelos direitos dos ciclistas”, comenta Beth, que encara o trabalho social também como uma forma de se ajudar. “Ele me ocupa muito a cabeça desde que o acidente aconteceu”, conta.
Atualmente, a aposentada circula pela cidade com a bicicleta utilizada pelo filho para viajar ao interior da Bahia. “Ele achava que a bicicleta era a melhor maneira de se aproximar de pequenas comunidades, como os quilombolas, porque demonstrava humildade”, lembra Beth, que, junto com a família, dá continuidade à ideia do filho de valorizar a bicicleta como meio de transporte.
Amanhã, às 19h30, será celebrada mais uma missa em memória de Pedro, para marcar o terceiro ano de sua ausência, na Igrejinha da 308 Sul. Beth também planeja organizar uma oficina no Clube dos Previdenciários, na Asa Sul, para trabalhar as relações interpessoais com famílias que foram vitimadas por violência. (RB)
Quatro anos após a morte da filha, família Del’Isola segue firme na realização de ações solidárias com o Movimento Maria Cláudia Pela Paz
Leilane Menezes
| Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press |
 |
Cristina Del’Isola (d) e integrantes do movimento com crianças de instituto no Lago Sul: busca por voluntários
|
| |
Transformar a dor em solidariedade não é tarefa das mais fáceis. Mas a família de Maria Cláudia Del’Isola (ver Memória) encontrou na caridade um caminho para superar a tragédia e a revolta. A menina, à época com 19 anos, foi assassinada e violentada, em 2004, pelo caseiro e pela empregada da casa onde vivia, no Lago Sul. No ano seguinte, os parentes formaram o Movimento Maria Cláudia Pela Paz. A intenção é incentivar jovens carentes a valorizar a própria vida e a dos outros.
O projeto mais recente do grupo consiste em auxiliar o Instituto Nossa Senhora da Piedade, na QI 5, Chácara 7, Lago Sul. Neste domingo, a partir das 17h, o grupo realiza um desfile beneficente no local para angariar o dinheiro da reforma da casa. O telhado do espaço onde funciona o Instituto Nossa Senhora da Piedade está caindo aos pedaços. O refeitório não comporta todos os moradores. A instituição existe desde 1961. Um grupo de freiras ganhou o terreno do governo, à época da fundação de Brasília, e o casarão ergueu-se por meio de doações.
Com o passar do tempo, ficou difícil manter o lar que cuidava de meninos e meninas menores de 18 anos em tempo integral, em regime de internato. “As irmãs não têm ajuda do governo e vivem de doações, que não são muitas, mesmo com a vizinhança tão privilegiada”, relata a mãe de Maria Cláudia, Cristina Del’Isola.
Atualmente, 120 crianças, de quatro a 14 anos, moradoras de cidades como Itapoã e São Sebastião, frequentam o espaço em turnos contrários ao da escola. A limpeza, a cozinha, cuidados com os garotos na hora do banho, tudo fica a cargo de três religiosas e duas voluntárias. “O mundo tem muitas tristezas, mas também possibilidade de mudança. Queremos mostrar a esses seres humanos que eles podem ser pessoas melhores, mesmo tendo uma vida complicada”, explica Cristina.
O evento de domingo deve servir para recrutar colaboradores para as ações sociais do movimento. A maior parte dos 300 convites já foi vendida. O ingresso custa R$ 20, incluindo lanche. Um bingo deve animar a tarde. As modelos que vão desfilar são manequins e mulheres comuns, todas voluntárias. “Recebemos colares e roupas de estilistas conhecidos em Brasília. Vamos vender tudo para pagar as obras do instituto”, diz Cristina.
O local fica a uma quadra de onde a psicopedagoga Cristina Maria e o educador Marco Antônio, pais de Maria Cláudia, e Maria Fernanda Del’Isola, a irmã mais velha, vivem até hoje. A casa da família foi o cenário para o crime bárbaro. Mas eles optaram por não se mudar e construíram um oratório no espaço perto de onde o corpo da menina foi encontrado, em 9 de dezembro de 2004. “Todo dia 9, nos reunimos na minha casa para rezar. Não é uma forma de lamúria, mas sim de fortalecimento. Ajudar ao próximo me fortalece para enfrentar o dia a dia”, explica Cristina.
Além do auxílio financeiro, o Movimento Maria Cláudia Pela Paz precisa de mão de obra voluntária. Atualmente, duas professoras dão aula de informática e artes para os jovens. Porém, é necessário mais gente para cuidar dos hóspedes e ajudar na manutenção das tarefas da casa.
Paz
Amigos dos Del’Isola e membros da comunidade se reuniram para formar o Movimento Maria Cláudia Pela Paz, em 8 de março de 2005. Na oportunidade, os integrantes entregaram aos presidentes do Senado e da Câmara um documento exigindo medidas para acabar com a violência. “Aprendi que as pessoas não precisam viver uma tragédia para enxergar quem está bem perto. Muitas vezes, deixa-se de lado a essência humana. É isso que queremos evitar”, esclarece Cristina. Hoje, o grupo tem 500 membros e pretende se tornar uma associação.
COMO AJUDAR
Para comprar o convite do desfile, contribuir ou participar do Movimento Maria Cláudia Pela Paz, ligue: 9966-3483 (falar com Marta)
“Maria Cláudia não estámais entre nós com seusorriso encantador, maspermanecerá em nossos corações ememória”. É com essa afirmaçãocheia de esperança que a famíliaDel’Isola e os amigos mantêm ealimentam o movimento MariaCláudia pela Paz.Ontem foi realizado no InstitutoNossa Senhora da Piedade, no LagoSul, um desfile beneficente com bingoorganizado pelo movimento. Oprincipal objetivo foi angariar recursospara a reforma de dois refeitóriosda instituição que serviucomo sede do evento e um espaço dacreche Santo Aníbal, localizada noPolo de Moda do Guará.ADESÃO TOTALCristina Del’Isola, a mãe de MariaCláudia, fez as honras comomestre de cerimônias durante todo oevento. “Nesta segunda edição donosso desfile anual, uma mensagemde amor precisa ser lembrada”, afirmo.”Qualquer luto pode sim, sertransformado em luta”, completou aeducadora no discurso que deu inícioàs atividades.A expectativa de receber 400 pessoasfoi facilmente alcançada. Todosos convites foram vendidos e dentreos presentes estavam o deputadofederal Laerte Bessa (PMDB-DF),Wilma Pereira, a mãe do vice-governadorPaulo Octávio e a socialitebrasiliense Natanry Osório.Toda a comida e bebida servidasdurante a festa foram doadas porempresários da cidade solidários àluta dos Del’Isola. Os 18 prêmiossorteados durante o bingo foramadquiridos da mesma forma. Dentreeles estavam obras de arte de artistaslocais, bijuterias finas, jantares paracasais em restaurantes e pacotes defim de semana em hotéis de luxo.As roupas desfiladas foram segmentadasem coleções casuais, defesta e jeans. Jovens e senhoras desfilaramas peças.FORÇA COLETIVACriado no dia 8 de março de2005, logo após a morte da estudante,o movimento Maria Cláudia pelaPaz reúne voluntários engajados empraticar todo tipo de ação solidáriasempre cheios de vontade de fazer obem ao próximo. Transformado emuma Organização da Sociedade Civilde Interesse Público (Oscip) em 2007,o movimento é coordenado por MartaPanuzzo, mas acompanhado deperto pelos pais da jovem.FOTOS:ANDRESSA ANHOLETEDesfile de modelos no Instituto Maria Cláudia da Paz serviu para angariar fundos para obras sociaisA jovem Maria CláudiaSiqueira Del’Isola, aTatinha, teve sua vidaencerrada em 9 dedezembro de 2004por um violento crimeque chocou a comunidadebrasiliense. Comapenas 19 anos, a estudantecursava as faculdadesde pedagogia e psicologia,e morava com ospais, o educadorMarco Antônio, apsicopedagoga CristinaMaria Del’Isola e a irmãmais velha, Maria Fernanda,no Lago Sul.Ao longo de três dias, osDel’Isola acreditaram que amoça havia desaparecidoe seu paradeiro eradesconhecido. Foi apenas em 12de dezembro que a verdade veioà tona. A jovem havia sidovítima do caseiro Bernardino doEspírito Santo Filho, 35 anos, eda mulher dele, a cozinheiraAdriana de Jesus Santos, 26anos.Em 2007, os réus foramlevados a júri popular.Bernardino foi condenado a65 anos de prisão e Adriana,a 58 anos de detenção.Marco Antônio, pai de Maria Cláudia, ao lado da filha Maria Fernanda: luto da esperança e saudades”A ideia de criar esse grupo foi amaneira que minha família e osamigos da Maria Cláudia encontraramde reunir forças. Hoje sãorealizadas inúmeras ações ao longodo ano, sendo duas de grande porte”,explicou o pai da jovem, o educadorMarco Antônio Del’Isola.Todo mês, sempre no dia 9voluntários e familiares se reúnemna residência da família paraorar em um altar criado próximoao jardim de inverno onde ocorpo de Maria Cláudia foi tristementeencontrado.
Sarah Dall’Ortosarah. campo@ jornaldebrasilia. com. br
Publicação: 17/09/2009 12:10 Atualização: 17/09/2009 13:45
A família da jovem Maria Cláudia Del’Isola, morta e enterrada dentro da própria casa em 2004, receberá indenização. As fotos do processo criminal foram divulgadas na internet. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (16/9), quando foram julgados os recursos dos acusados. O valor é de R$ 20 mil. Segundo os magistrados, a divulgação feriu o direito de imagem da vítima.

Maria Cláudia Siqueira Del’Isola teve a vida interrompida de forma brutal
Meses após a condenação dos assassinos (veja a memória do caso abaixo), fotos do processo que apurou o crime foram parar na internet. A família registrou um boletim de ocorrência na 10ª DP (Lago Sul) e entrou com pedido de indenização. O inquérito policial concluiu que três pessoas estavam envolvidas na divulgação dos documentos – uma delas participou do júri na sessão de julgamento.
Duas pessoas foram reconhecidas como culpadas, no entendimento do juiz. Já uma terceira teria apenas escaneado as fotos, sem saber do que se tratava. A condenação inicial previu que cada envolvido pagasse R$ 5 mil.
Os condenados entraram com recurso, alegando ser o processo público e motivo de curiosidade. No entanto, no julgamento desta quarta, foi confirmada a condenação e o valor da indenização aumentado – cada pessoa deverá pagar R$ 10 mil.
Violência
Em 9 de dezembro de 2004, Maria Cláudia Siqueira Del’Isola, 19 anos, estudante de psicologia e pedagogia, teve a vida interrompida de forma brutal pelo caseiro Bernadino do Espírito Santo, 35 anos, e pela mulher dele, a cozinheira Adriana de Jesus Santos, 26 anos.
Em 2007, Bernadino foi condenado a 65 anos de prisão e Adriana, a 58
Os dois empregados trabalhavam e moravam na casa da família, no Lago Sul, havia dois anos. Durante três dias, a família de Maria Cláudia acreditava que a menina estivesse desaparecida. Somente em 12 de dezembro, descobriram que a filha mais nova estava morta e enterrada dentro da própria casa, perto do jardim.A brutalidade foi planejada por Bernadino, de acordo com os depoimentos de Adriana à polícia. Ela relatou, em depoimento, que decidiu apoiá-lo porque tinha inveja e ciúmes da estudante por ela ser “rica e bonita”, enquanto Adriana era “pobre e feia”.
Os assassinos recebiam ajuda dos patrões para criar o filho único do casal. Mas a generosidade não foi suficiente para evitar a barbárie. Os dois mataram Maria Cláudia a facadas, após a violentarem e a estrangularem. Em 2007, Bernadino foi condenado a 65 anos de prisão e Adriana, a 58.
http://www.tjdft.jus.br/trib/imp/imp_not.asp?codigo=12794
16/9/2009 – Jurado deve ter discrição em relação a documento processual a que tem acesso
Família será indenizada por cópia de fotos processuais divulgadas na Internet
A família de uma vítima de assassinato brutal, que teve fotos do processo divulgadas na rede mundial de computadores, será indenizada por danos morais no valor de 20 mil reais. A 3ª Turma Cível do TJDFT manteve a condenação de 1ª Instância de duas envolvidas no episódio, uma delas jurada na sessão de julgamento que levou à condenação dos assassinos.
O caso teve grande repercussão na capital e durante os três dias de julgamento dos criminosos, o plenário do Tribunal do Júri de Brasília ficou lotado. As penas dos dois homicidas somadas ultrapassaram 100 anos de reclusão.
Meses após a condenação, fotos constantes do processo que apurou o crime foram parar na Internet. O fato ensejou boletim de ocorrência na 10ª DP e posterior pedido de indenização. O inquérito policial concluiu que três pessoas estariam envolvidas na divulgação dos documentos processuais, uma delas jurada na sessão de julgamento.
O juiz da 2ª Vara Cível de Brasília reconheceu a participação das duas envolvidas. O último acusado foi excluído do processo por se entender que apenas cumpriu a solicitação de escanear as fotos, sem ter, contudo, ciência do que se tratava. As envolvidas foram condenadas a pagar 5 mil reais de indenização, cada uma.
Em recursos separados, as apelantes alegaram culpa do representante do MP, por não ter recolhido os documentos entregues aos jurados ao final do júri. Afirmaram, também, que o processo era público e motivo de curiosidade por parte de amigos, em sua maioria, estudantes de Direito. Negaram a divulgação do material, alegando não haver provas cabais de que o colocaram na rede.
No julgamento do recurso, nesta quarta-feira, 16/9, os desembargadores confirmaram a condenação e aumentaram o valor indenizatório para 10 mil, cada. Segundo os magistrados, a atitude das envolvidas feriu o direito de imagem da vítima, violando e desrespeitando a dignidade da pessoa humana, além de ter causado imensa dor aos familiares.
Quanto à alegação de que não haveria provas dos fatos, o relator destacou os depoimentos prestados na fase inquisitorial, na qual ambas confessaram ao delegado a responsabilidade pelo vazamento das fotos. A primeira, jurada, contou que levou as cópias das peças dos autos para o trabalho, onde exibiu aos colegas. A segunda, num momento de negligência da outra, pegou as referidas cópias e pediu para que o terceiro, excluído do pólo passivo, as escaneasse e enviasse a uma lista de endereços eletrônicos.
De acordo com os julgadores, é dever dos jurados a discrição em relação aos documentos a que têm acesso de forma privilegiada, por conta do exercício de uma função pública específica e relevante.
A decisão foi unânime.
Nº do processo: segredo de justiça
Autor: AF
É permitida a reprodução do conteúdo publicado neste espaço, desde que citada a fonte.
http://www.tjdft.jus.br/trib/imp/imp_not.asp?codigo=12794
Crimes brutais, como o da 113 Sul, fazem os familiares de vítimas de homicídios não solucionados reviverem toda a dor e a angústia por que passaram
Renato Alves
| Monique Renne/CB/D.A PRes – 15/2/09 |
 |
Creuza, mãe de Renato Marra, morto em 1994: “Se pertencêssemos à elite, já teríamos um desfecho para a história”
|
Ricardo B. Labastier/CB/D.A Press – 12/6/04 |
 |
Raimunda, avó da menina Letícia, morta em 2005: “A gente só queria saber o que ocorreu”
|
| |
O triplo homicídio da 113 Sul completa um mês amanhã, sem ninguém preso nem sequer acusado de envolvimento no crime. Os policiais também não sabem quantas pessoas entraram no apartamento 601/602 do Bloco C e esfaquearam o casal de advogados José Guilherme Villela, 73 anos, e Maria Carvalho Villela, 69; e a principal empregada deles, Francisca Nascimento da Silva, 58. De certo, segundo a perícia, somente a data da tragédia: 28 de agosto. Os corpos acabaram encontrados três dias depois. A delegada responsável pelo caso, Martha Vargas, e o diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Cléber Monteiro, declararam diversas vezes que o caso não ficará sem solução, como tantos outros assassinatos com requintes de crueldade, ocorridos há anos, décadas.
Com a repercussão dos assassinatos da 113 Sul, familiares de vítimas de crimes não esclarecidos revivem a barbárie a que foram submetidos. Revoltam-se porque a polícia não lhes dá resposta, o culpado continua impune ou porque nem tiveram o direito de enterrar o parente. O Correio recuperou sete casos sem solução (confira abaixo). Parentes contam que não superaram a tragédia.
Eurípedes Gomes de Paula Souza, 65 anos, pai do estudante Renato Marra de Paula Souza, 20, — jovem morto em dezembro de 1994 — não sabe como reagiria hoje se descobrisse o assassino do filho. Após 15 anos, o caso permanece sem solução. “Quando soubemos da morte, quase ficamos doidos. Uma situação dessas machuca muito a gente. Quero parar de sofrer”, conta. A mãe do jovem, Creuza Marra, não acredita que uma resposta para o caso diminua a intensidade da dor. “Se pertencêssemos à elite, já teríamos um desfecho para a história”, desabafa.
A situação não é diferente na casa de Raimunda Mendanha, 69. Ela é avó de Letícia, a menina de 9 anos encontrada morta em um córrego a cerca de 3km da casa da família, no Guará II. A criança desapareceu em junho de 2005. “A gente só queria saber o que ocorreu. Se ela foi levada por alguém ou se se perdeu”, explica Raimunda. Jussara, mãe de Letícia, duvida que a menina tenha chegado sozinha ao riacho. “Ela nem conhecia esse lugar.” As duas afirmam não haver consolo para o sofrimento causado pela morte da caçula da família. “Se achassem um culpado, gostaria de olhar na cara dele. Mas isso não diminuiria a saudade”, diz a mãe.
Policial executado
Na lista de crimes não esclarecidos pela Polícia Civil brasiliense, há até aqueles em que integrantes da corporação foram vítimas, como o caso do agente Ivaldino Assêncio Pereira, 42 anos, e do amigo Bruno Souza Lopes, 25. Ambos foram encontrados mortos na madrugada de 29 de janeiro de 2006, às margens do Lago Paranoá. Os corpos tinham sinais de execução.
As vítimas estavam ajoelhadas e se preparavam para tirar os paletós, de acordo com peritos. Na época, o então diretor-geral da Polícia Civil, o hoje deputado federal Laerte Bessa, mandou todas as unidades de elite para as ruas, em uma caçada aos assassinos. Mas em nada resultou, apesar da cobrança interna.
“A polícia tem uma linha de investigação definida, o latrocínio (roubo com morte), pois o carro sumiu. Mas a demora na solução incomoda toda a categoria, pois o Dino (como o policial era conhecido) era uma pessoa muito correta”, lembra o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), Welington Luiz de Souza Silva. Ele aponta dificuldades enfrentadas pelos investigadores. “Como no caso dos Villela, o crime contra o Dino e o amigo dele demorou a ser descoberto. As primeiras 24 horas de investigação são fundamentais. Depois, tudo fica mais difícil”, comenta. O sindicalista ressalta que a PCDF tem o melhor índice de elucidação de crimes violentos no país. “A média atual é de 74%. Já foi mais, de 84%. Mas, no Rio de Janeiro, por exemplo, não passa de 15%.” Os dados, segundo Welington Silva, são da Divisão de Estatísticas da PCDF.
Casos
1973
ANA LÍDIA
Eram 13h30 quando Ana Lídia Braga, 7 anos, desceu do carro do pai na porta do Colégio Madre Carmem Salles, na L2 Norte. O corpo da menina foi encontrado 22 horas depois. O crime, ocorrido em 11 de setembro de 1973, permanece sem solução. A menina teve os cabelos cortados rente ao couro cabeludo. Havia escoriações e manchas roxas por todo o corpo, indicando que ela foi arrastada pelo cascalho. Depois o assassino depositou o corpo nu, de bruços, em uma cova rasa, a menos de 1km da escola de Ana Lídia.
1992
ANTÔNIO
Funcionário aposentado do Banco do Brasil, Antônio Soares Braz, 62 anos, foi encontrado morto em 27 de janeiro, com 35 facadas. Os peritos estimaram que o homicídio ocorreu de cinco a oito dias antes. O assassino abriu os braços do morto, deitado em carpete, e colocou uma mesa de centro perto do corpo. Sobre a mesa, pôs uma gravura emoldurada, réplica do quadro de Salvador Dali no qual Cristo agoniza na cruz. Com o sangue de Antonio, escreveu no espelho da pia: Satiricon. Sobre o peito do morto, deixou um exemplar do livro Estorvo, de Chico Buarque. Até hoje, ninguém foi condenado.
1994
RENATO MARRA
Às 23h de 10 de dezembro, o estudante Renato Marra de Paula Souza, 20 anos, saiu de casa, na QNE 18, em Taguatinga, e não voltou para casa. O corpo dele foi encontrado no dia seguinte, em Samambaia, com cinco tiros. Na época, a polícia levantou a hipótese de sequestro. Alguns vizinhos relataram ter visto Renato acompanhado de dois homens e uma mulher. Em 2002, agentes da 26ª DP procuraram a mãe do rapaz, Creuza, para reforçar que ainda investigavam o assassinato. O caso completa 15 anos em dezembro, ainda sem solução. A família diz não ter informação da polícia desde 2004.
2000
DÉBORA
O sofrimento da família Alves começou em 29 de outubro, quando Débora Fernanda Alves Matos, 14 anos, sumiu de casa, em Ceilândia. O corpo da menina foi achado quatro dias depois, em uma fossa na zona rural de Brazlândia. Débora fora amordaçada e teve as mãos amarradas. O corpo estava em avançado estado de decomposição. A suspeita inicial da polícia era de que Débora tivesse morrido por conta de uma dívida de R$ 13 com traficantes. No dia em que desapareceu, ela estava com uma amiga, apontada como suspeita. Nada ficou provado. O processo acabou arquivado em 18 de maio de 2007.
2005
LETÍCIA
A família não aceita que Letícia Mendanha Silva, 9 anos, tenha morrido por afogamento, como apontou o laudo da polícia. A menina foi encontrada morta em 15 de junho de 2005 no Córrego Vicente Pires, no Guará. A criança foi vista pela última vez na casa da avó, na QE 26 do Guará, uma semana antes da descoberta do corpo. No início da investigação, a polícia descartou violência sexual e roubo. Apesar disso, foi divulgado retrato falado de um homem acusado de seguir duas adolescentes no Guará. O caso saiu da 4ªDP (Guará) e passou para a Delegacia de Homicídios, onde continua em apuração.
VÂNIA
A estudante Vânia Alcântara Diniz, 14 anos, fugiu de casa na noite de 12 de maio, para ir a uma festa. Familiares e vizinhos procuraram pela adolescente até as 10h de 14 de maio, quando um corpo foi localizado às margens de uma lagoa em Cidade Ocidental (GO), onde a vítima morava. A adolescente foi estuprada. Havia cortes no rosto, busto, braço direito e na garganta. O rosto e os lábios foram perfurados. O criminoso escreveu na bochecha e no braço direito da menina as letras C e Y, uma por cima da outra. Até hoje ninguém foi preso
pelo crime.
2006
DINO E BINO
O policial civil Ivaldino Assêncio Pereira, 42 anos, e o amigo
Bruno Souza Lopes, 25, foram encontrados mortos na madrugada de 29 de janeiro de 2006, nas margens do Lago Paranoá, entre a Academia de Tênis e o Clube das Nações. Ivaldino (o Dino) levou dois tiros na cabeça. Bruno (o Bino), quatro. Foram vistos pela última vez quando buscaram uma amiga das namoradas deles, no Núcleo Bandeirante. As jovens subiram ao apartamento da colega e, quando voltaram, os dois e o carro haviam desaparecido. O caso saiu da 1ª DP (Asa Sul) e passou para a Delegacia de Repressão a Roubos, pois a polícia acreditava em latrocínio. Hoje, está na Divisão de Combate ao Crime Organizado.
O Movimento Gabriela Sou da Paz foi convidado a participar da divulgação e planejamento da Festa de Natal do Projeto EFRAIN, que abriga 66 crianças carentes de 3 a 11 anos de idade em Mesquita, Baixada Fluminense no Rio de Janeiro.
Assim como fizemos há 2 anos atrás, distribuiremos brinquedos, roupas e objetos de necessidade das crianças. Lidia Rangel responsável pela creche disponibilizou uma conta da Instituição EFRAIN para serem recebidas as doações para as compras.
Contamos com a colaboração e ajuda para se poder realizar da melhor forma possível este Natal.
Desde já, nossos agradecimentos a todos que nos ajudarem neste projeto.
Santiago – Pai de Gabriela
www.gabrielasoudapaz.org
Projeto EFRAIN (Av. União 96 – Mesquita) – Rio de Janeiro / RJ
Conta para Doação:
Banco – REAL
Agencia – 0203
Conta Corrente – 3724713 – 9
CNPJ 05.283553/0001-12
|
|
O Ato Público acontecerá no Parque da Cidade, a partir das 9:00h, domingo, 7 de fevereiro. Pedimos a todos que compareçam e se possível levem mais pessoas.
Documento para Download
|
|
Comentários Recentes