Hemocentro de Brasília recebe doadores às vésperas do réveillon

Período do fim de ano é propício para aumento na demanda de sangue devido a acidentes

postado em 27/12/2014 16:06

Agência Brasil

Mesmo com a proximidade do fim do ano o Hemocentro de Brasília continua recebendo doadores de sangue. Neste sábado (27) o comerciante Diego Florentino foi fazer a doação pela primeira vez com a esposa. “Eu e minha esposa, a gente sempre falava em doar e nunca dava tempo. Era sempre muita correria. Hoje estávamos em casa e resolvemos vir”. Ele acredita que ajudar a manter o estoque de sangue nesta época de fim de ano é importante. “Tem muito acidente, muita gente precisa e pouca gente doa porque tem muita gente fora da cidade, então acho bacana e quero tornar isso regular”.

O gerente do ciclo do doador do Hemocentro de Brasília, Rodolfo Duarte, confirma a percepção de Diego. Ele conta que historicamente o fim de ano é um período complicado para os hemocentros. “É uma época que tem bastante feriado e historicamente a população tende a viajar e acaba esquecendo de passar no hemocentro antes de pegar a estrada e deixar a sua bolsa de sangue”. Duarte conta que este ano os brasilienses doaram regularmente e por isso, diferente de outros anos, o abastecimento dos hospitais está sendo mantido. “Isso, graças à boa vontade da população que tem comparecido e não tem deixado faltar. Esse ano nós conseguimos fazer boas campanhas de captação e conscientizar a nossa população. Nós temos conseguido o abastecimento de 100% dos hospitais”.

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Mas nem por isso a população pode deixar de doar já que, neste período pode haver um aumento na demanda de sangue devido a acidentes, por exemplo. “Por isso que a gente sempre reforça que nessa época, antes de viajar, que as pessoas passem, façam esse gesto de carinho, deixem uma bolsa de sangue para aquela pessoa que vai precisar”.

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A bancária Vanessa Mota aproveitou o sábado para fazer sua parte. Doadora regular, ela vai ao hemocentro a cada três meses, prazo estabelecido para as mulheres. “Hoje vou fazer uma doação especificamente para o hospital da criança”. Ela conta que tenta incentivar os amigos. “É gratificante. É gostoso saber que você ajudou uma pessoa. Você ajuda e acaba se ajudando também. O bem que você faz acaba voltando para você”.

E para lembrar os doadores de irem ao hemocentro da capital federal, desde julho deste ano é possível baixar um aplicativo de celular. É o Doe Sangue, disponível para Android, IOS e Windows Phone. “Esse aplicativo é bastante útil para ajudar o doador a se organizar com relação às suas doações. Além de ser uma linha direta com a Fundação Hemocentro de Brasília, pois nós conseguimos mandar mensagens para os aparelhos de uma forma gratuita para os doadores” explica Duarte. O Diego, por exemplo, não conhecia esta opção mas gostou da ideia. “Acho bacana. Não conhecia e vou procurar saber”.

Com as mensagens é possível contatar pessoas com um tipo específico de sangue, por exemplo. “A gente pode fazer esse filtro por tipo que mais necessitada no período”. Para o usuário, o aplicativo também traz vantagens. Ao cadastrar a data da última doação, a pessoa recebe um aviso de quando pode fazer uma nova visita ao hemocentro. Outra função é calcular a nova data após um período de restrição, por exemplo. “Nem sempre o doador pode doar naquele dia então ele reporta a inaptidão daquele dia e o próprio aplicativo faz a contagem de tempo para informar para o usuário quando que a inaptidão termina e ele pode voltar a fazer suas doações normalmente”.

A expectativa é de que com o aplicativo cada vez mais pessoas passem a doar regularmente. E é exatamente a fidelização, um dos aspectos mais importantes e por isso o Hemocentro investe em diferentes campanhas. Tudo para incentivar a doação. “Nós acompanhamos [o doador regular] ao longo do tempo, ao longo da vida e nós podemos ir orientando e passando informações mais precisas para que ele possa se preparar melhor e fazer uma doação de maior qualidade”, explica Duarte. O gerente aproveita para agradecer as pessoas compareceram ao Hemocentro durante todo o ano de 2014. “Agradecer em nome da sociedade, em nome da Fundação Hemocentro de Brasília e que mantenham essa parceria conosco e continue comparecendo no ano de 2015”.

Para doar é preciso ter entre 16 e 69 anos. Rodolfo lembra que quem tem entre 16 e 18, precisa de autorização dos pais ou responsáveis. Há recomendações quanto ao peso, ingestão de alimentos e prática de atividades físicas, colocação de piercings e tatuagens. Para saber mais sobre os critérios para doação e horários de funcionamento, basta acessar o site do Hemocentro ou ligar no telefone 160, opção 2. “A doação é um ato extremamente seguro e todo sangue doado é reposto em poucos dias. E a pessoa sai em bom estado”, reforça o gerente.

 

 

Mensagem de Natal

O Movimento Maria Cláudia Pela Paz agradece a todos os amigos que puderam nos acompanhar, próximos ou distantes, contribuindo com a nossa caminhada em mais um ano de convivência, de realizações em parceria com tantos braços de abraços, e sorrisos acolhedores.

Desejamos a todos um Natal de luz e um Ano Novo de saúde, paz e ações do bem multiplicadas muitas vezes, cada vez mais sabendo olhar para quem está ao nosso lado, para quem precisa de um gesto solidário. Para isso, é necessário nos darmos as mãos, e assim ficarmos mais fortes a fim de obtermos êxito em nossos propósitos por um mundo melhor, mais justo e igualitário.

Fraternalmente,

Cristina Del’Isola

Lei de Uso e Ocupação do SOLO-LUOS FRANKENSTEIN está em risco de ser votada em meio a tramoias da Câmara Legislativa do DF

 

Caros amigos,

 

Não podemos permitir mais este absurdo no apagar das luzes de 2014.

 

Alguns Deputados Distritais, mais uma vez em DESACORDO com o que a sociedade deseja e sinalizou CLARAMENTE no último ano, estão se articulando para votar uma LUOS (Lei de Uso e Ocupação do Solo – de TODO o DF) desfigurada por interesses espúrios nestes últimos dias da legislatura de 2014.

 

Esta versão da Lei de Uso e Ocupação do SOLO -LUOS, um Frankstein colado por quase 130 propostas rejeitadas e REAPRESENTADAS de emendas parlamentares – que desconfiguram completamente o projeto técnico original, que não foram discutidas e nem analisadas pela sociedade e – se suspeita – nem pelas comissões, com a calma e a atenção que ela merece.

 

Este projeto, se aprovado, pode desfigurar com o DF – tantos em termos ambientais, como urbanísticos, como em qualidade de vida. Os únicos que se beneficiarão são os especuladores de sempre – à espreita e pressionando pela votação.

 

Como metade da Câmara será renovada, já se diz que esteja em curso um “Presente de Natal” que alguns deputados querem dar a si mesmos, aprovando esta proposta nas comissões e garantindo um retorno futuro dados pelos beneficiados. Há suspeitas que alguns deputados (incluindo alguns dos que estão saindo) querem fazer um agrado extra aos empreiteiros e imobiliárias que ganhariam com obras e novos bairros no entorno OU que sejam donos ocultos de terras no entorno – que seriam valorizadas com a mudança de classe de enquadramento.

 

É um ABSURDO se votar a LUOS (assim como tentaram com o PPCUB), sem a finalização e aprovação do Zoneamento Ecológico e Econômico do DF, em andamento – que será um instrumento norteador de políticas públicas responsáveis para todo o DF.

 

A matéria estava paralisada na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDES) da CLDF, sob a responsabilidade do DEPUTADO ROBÉRIO NEGREIROS, mas os membros da comissão liberaram a tramitação após as eleições. Pior, além da CDES ela pode TAMBÉM ser aprovada na Comissão de Assuntos Fundiários (CAF), sob a responsabilidade do DEPUTADO CRISTIANO ARAÚJO e relatoria do DEPUTADO WELLINGTON LUÍS – que assina parecer favorável.

 

Apesar de não ter sido ainda votada no CONPLAN (Conselho de Planejamento do DF – que teve sua última reunião de sexta feira desconvocada e sem marcação de nova), o fato é que se nenhuma das comissões (CDES e CAF) a votarem, o projeto é arquivado definitivamente – neste caso poderia ser reelaborada e discutida ano que vem, junto com TODA a sociedade, com calma, à luz do ZEE e de toda a comunidade (lembrando que os ratos e baratas odeiam a luz). PORÉM, se ela for aprovada em qualquer uma das duas comissões (CDES e CAF), a matéria continua no próxima legislatura e vai cair no colo no novo Governador Rodrigo Rollemberg, como mais um entulho administrativo/financeiro/planejamento deixado pelo atual desgoverno, podendo causar ainda mais desgastes e sequelas graves ao nosso planejamento urbano.

 

“A LUOS é tão polêmica quanto o PPCUB e até mais complexa, porque trata do DF inteiro (exceto área tombada). As cidades já contam com os Planos Diretores Locais (PDLs) e demais normas de uso e ocupação. Dizer que sem a LUOS há desordem nas cidades é, no mínimo, um equívoco.

 

Recentemente a Sedhab indeferiu 190 emendas PARLAMENTARES da CLDF ao texto da LUOS, mas 130 serão REAPRESENTADAS. Várias dessas emendas aumentam a área que pode ser construída em diversas cidades. Dentre elas aumenta-se o potencial construtivo do Iguatemi, passando de 40 mil m² para 120 mil m². “. Imaginem o valor de uma mudança destas.

 

Lembramos que, assim como no caso do PPCUB, este projeto já foi rejeitado pela sociedade (incluindo órgãos de classe e técnicos das áreas de arquitetura e urbanismo) e estava sendo empurrado à força para a sociedade por meio de audiências públicas que só serviam para tentar simular falsa legitimidade – nada do que se falava, perguntava ou criticava era ouvido ou respondido.

 

“A LUOS …  é uma Lei que permite a BURLA de todo e qualquer plano diretor urbano, seja LOCAL ou de ORDENAMENTO TERRITORIAL. Abre as porteiras da roubalheira mas descarada.”

 

Há relatos que vários técnicos da SEDHAB e do IBRAM estão revoltados e desaprovam veementemente a forma como está sendo discutida a LUOS e o risco de sua aprovação nestas condições.

 

Mesmo membros do PT na Câmara Legislativa, partido autor original da proposta, estão achando que o projeto não deve ser votado mais nas comissões, mas alguns do PMDB e outros deputados “interessados” estão finalizando interesse e pressionando fortemente – e há o risco concreto que CONSIGAM o que desejam.

 

Não somos contra a LUOS. Ela é necessária e essencial ao DF. Mas somos contra uma proposta tão alterada por emendas desconhecidas ser votada de modo açodado e longe dos olhos da sociedade. Queremos uma LUOS técnica, responsável (ambientalmente, socialmente e urbanisticamente), discutida e negociada com a sociedade e com CALMA e TRANSPARÊNCIA, fundada em critérios claros e objetivos (como os definidos no ZEE em desenvolvimento e outros instrumentos legais e técnicos).

 

Segue a primeira matéria a tratar deste risco, do Jornal de Brasília:

http://www.jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/590641/luos-reaparece-no-apagar-das-luzes-da-camara-legislativa/

 

Segue outra matéria do Correio Braziliense, de hoje:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/12/11/interna_cidadesdf,461556/pressao-distrital-para-votar-hoje-a-lei-de-uso-e-ocupacao-do-solo.shtml

 

Devemos nos mobilizar, usar as redes sociais, ir à CLDF, mandar e-mails e ligar aos Deputados Distritais, chamar a imprensa, trazer à luz este projeto que está nos porões escuros, onde alguns interesses rastejam e fedem. Queremos que, quem for a favor se manifeste e coloque o rosto (e o mandato) na defesa, assim como quem é contra. Queremos CLAREZA e TRANSPARÊNCIA neste tema, tão importante (e caro) à toda a população do DF da nossa RIDE.

 

(Baseei este texto em VÁRIAS contribuições ao tema, publicadas ou passadas em caráter pessoal, de/em: Chico Sant´ana, Cristiano Nascimento, Flávia Guimarães, Frederico Flósculo, Leiliane Rebouças, Marta Crisóstomo, Natanry Osório, Thiago Andrade, Vera Ramos, Urbanistas por Brasília, Nós que Amamos Brasília – citador em ordem alfabética e todos copiados nesta mensagem).

 

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ATENÇÃO

 

Se essa Lei for aprovada o comércio poderá ser implantado DENTRO dos condomínios residenciais do Park Way–INCLUSIVE AS FAMIGERADAS CASAS DE FESTAS, além de RESTAURANTES, DISCOTECAS, CURSINHOS  e não adianta dizer que a Lei de Condomínio não permite.Os mal intencionados farão assim mesmo e para quem os moradores vão reclamar? Para os Distritais? kkk…