Professor em extinção: conheça quatro docentes que resistem às dificuldades

Estudo feito por pesquisadores de Brasília mostra que docentes comprometidos e que despertam o interesse dos alunos são raros

postado em 16/04/2015 10:53

Mariana Niederauer

Professores comprometidos, exigentes, que respeitam o aluno e dominam o conteúdo que ministram. Essas são características esperadas de qualquer profissional responsável pela formação de estudantes universitários, mas são raras. A falta de valorização e de reconhecimento desestimula muitos deles a continuarem na carreira ou de manterem o prazer pela profissão. Em livro lançado na última semana, pesquisadores de instituições de ensino de Brasília definem quem é esse docente e por que é difícil encontrá-lo.
“Professores entusiasmados não são professores ‘cesta básica’. E o pior é que nós temos uma razoável convicção de que eles não podem ser formados. O entusiasmo é algo muito profundo, remonta às origens até familiares. São valores, princípios, ética, esse tipo de coisa que não se ensina em cursos”, explica José Florêncio Rodrigues Júnior, professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE/UnB) e um dos autores do livro.

A publicação O professor universitário entusiasmado — Seis estudos sobre uma espécie em extinção é fruto de 11 anos de pesquisa de um grupo que reúne sete especialistas. O estudo incluiu a aplicação de mais de 450 questionários entre estudantes concluintes de cursos. Eles identificaram o professor entusiasmado como aquele que respeita os alunos — chama a todos pelo nome, por exemplo —, é sábio, tem senso de comprometimento e é exigente. “Eles não são professores coniventes, que tentam se fazer aceitáveis e populares”, destaca José Florêncio. “Outro traço importante é que são informais, têm um estilo de vida solto, casual”, acrescenta.

O nível de exigência mais alto e o jeito diferente dos demais, no entanto, frequentemente os colocam em conflito com a administração ou com os colegas de trabalho, segundo a pesquisa. “Acaba-se criando um clima em que eles ou pedem para sair ou são mandados embora”, afirma o pesquisador. Mas, quando conseguem superar os desafios, esses profissionais contagiam os estudantes e os incentivam a aprender, desde que a turma colabore. “Eu não posso ser um professor entusiasmando com uma turma apática, checando WhatsApp o tempo todo. Há aquilo que se chama reciprocidade no entusiasmo”, alerta.

Os estudantes que responderam ao questionário da pesquisa também indicaram professores que consideram entusiasmados em sala de aula. O Correio ouviu quatro desses profissionais, que relataram as experiências e os desafios enfrentados diariamente.
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Fora da zona de conforto

“Sou o contrário do professor populista, esse professor bonzinho que passa a mão na cabeça dos estudantes”

Sérgio Euclides de Souza, 55 anos, acredita no confronto como um recurso pedagógico e avisa logo: “Sou um professor controverso”. Há 25 anos em sala de aula, ele busca tirar os alunos da zona de conforto para contribuir com o aprendizado de cada um deles. “Às vezes, dá certo; às vezes, não dá”, observa. Essa posição já colocou o próprio emprego em risco em algumas instituições. “Já respondi a processos administrativos por conta de conflitos com alunos em sala de aula”, relata. Mesmo assim, ele afirma que a maioria dos estudantes entendem que o trabalho é feito dessa forma em benefício deles. “Sou o contrário do professor populista, esse professor bonzinho que passa a mão na cabeça dos estudantes”, destaca. O objetivo principal é contribuir para formar profissionais que consigam atender às expectativas que a sociedade terá em relação a eles depois da graduação. Hoje, Sérgio ministra aulas em cinco disciplinas nos cursos de jornalismo, propaganda, design gráfico e produção audiovisual do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), e, apesar do compromisso com a docência, acredita que a tarefa está mais complicada a cada dia. “Eu ainda amo esse trabalho, mas ele está ficando cada vez mais difícil por causa do novo contexto tecnológico.”
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Formando futuros colegas

“Eu era professor antes mesmo de ser médico. Essa é uma paixão mesmo, e há muito tempo. Agora, eu uni as duas coisas que eu mais gosto: a medicina e dar aula”

Antes mesmo de se formar no curso de medicina, o cirurgião João Batista Tajra, 43 anos, já dava aulas de biologia e de química. Hoje, como professor das Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac), ele leciona anatomia e cirurgia. “Eu era professor antes mesmo de ser médico. Essa é uma paixão mesmo, e há muito tempo. Agora, eu uni as duas coisas que eu mais gosto: a medicina e dar aula”, orgulha-se. Ele acredita que esse é o segredo para ter o trabalho reconhecido. A maior proximidade com os estudantes, por meio do diálogo, também ajuda. “A nossa geração é de conversa”, explica. Mas, se por um lado a aproximação facilita o trabalho, por outro, a desvalorização da carreira desestimula os profissionais. “O maior desafio que o professor enfrenta, hoje, é a falta de valorização da profissão, e isso num contexto geral: no ensino infantil, no segundo e no terceiro grau e na pós-graduação”, reclama. Por isso, João Batista acredita que a recompensa pelo trabalho vem do valor que ele próprio se dá e do reconhecimento dos alunos. Muitos deles até escolheram a mesma carreira. “Com certeza, eu devo ter desenvolvido a vontade de seguir tanto a docência quanto a minha área, que é cirurgia, em diversos alunos meus. Tenho ex-alunos que são colegas de profissão na minha especialidade”, finaliza.
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Sem medo de aprender

“Costumo sempre dizer para os meus alunos que eles não têm de estudar para o professor, devem estudar para eles mesmos, para a vida deles”

O professor que se dedica à docência e mostra interesse pelos alunos se destaca e desperta neles a vontade de aprender. É nisso que acredita Luiz Carlos Iasbeck, docente do curso de comunicação social da Universidade Católica de Brasília (UCB). “Eu procuro fazer com que ele tenha vontade de aprender mais e costumo sempre dizer para os meus alunos que eles não têm de estudar para o professor, devem estudar para eles mesmos, para a vida deles”, relata. Luiz Carlos não acha que seja um professor entusiasmado. Na opinião dele, o termo remete a um profissional bobo, que gosta de ser popular e está sempre animado. “Tem dia que eu vou dar aula sem vontade nenhuma, mas sou profissional e acredito naquilo que faço. Por isso, supero e executo (o trabalho) da melhor maneira”, explica. Segundo Luiz Carlos, o que faz ele ser reconhecido pelos estudantes é o fato de valorizá-los e nunca tratá-los como incapazes. “Tem aluno de todo tipo, mas acredito que cada um deles tem condições de aprender”, afirma. Em sala de aula, ele não usa a posição de professor de forma autoritária, mas também não deixa que ninguém se acomode. “Estudar é uma forma de ser infeliz, porque você vai se incomodar, e é assim que a gente cresce. Nenhuma pessoa acomodada evolui”, atesta.


Ensino com foco no aluno

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“Provavelmente, eles veem isso nos meus olhos. Na hora em que eu falo, a paixão por aquele tema e a vontade de transmitir o conteúdo transparecem”

A paixão pelo trabalho e a preocupação com os alunos norteiam a carreira do maranhense Anderson Nascimento, 38 anos, e são os dois fatores que, na opinião dele, fazem com que os alunos o admirem. “Provavelmente, eles veem isso nos meus olhos. Na hora em que eu falo, a paixão por aquele tema e a vontade de transmitir o conteúdo transparecem”, conta. Ele é professor do curso de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), onde foi homenageado diversas vezes pelos alunos nas cerimônias de colação de grau. Hoje, após pedir uma licença de três anos, ele mora nos Estados Unidos e dá aulas na Universidade de Washington. No terceiro trimestre de trabalho, já recebeu as melhores avaliações dos alunos do departamento do qual faz parte. “Eu me sinto extremamente privilegiado de estar na sala de aula. O fato de o aluno dedicar um tempo precioso da vida dele para ficar na sua frente discutindo determinado tema com você, para mim, é um grande privilégio”, relata. No entanto, manter o mesmo entusiasmo sempre não é tarefa fácil no Brasil. Para ele, falta valorização financeira e acadêmica. “O reconhecimento não existe no Brasil tanto quanto nos Estados Unidos. O bom professor é mais recompensado aqui. No Brasil, o professor ser mediano, bom ou ruim não faz muita diferença.”

Fonte:www.correiobraziliense.com.br

Os perigos das vias que cruzam o DF

Foram 236 acidentes com morte registrados em 2014 pela Polícia Rodoviária Federal nas estradas que cortam a capital do país. Segundo o órgão, a principal causa de fatalidades é a ultrapassagem indevida. Na BR-080, as ocorrências de 2015 já superaram as do ano passado
» BERNARDO BITTAR
» ADRIANA BERNARDES
Publicação: 16/04/2015 04:00

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As colisões frontais e o atropelamento de pedestres fazem da BR-020 a estrada com maior número de acidentes no Distrito Federal

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Ronan (D) e Moacir pegam a BR-080 pelo menos três vezes por semana e reclamam que o traçado da pista é muito sinuoso, e o perigo aumenta com a chuva

A cada 36 horas, um acidente com morte ocorrre nas rodovias que cortam o Distrito Federal. As causas da tragédia quase sempre estão associadas a quatro fatores: ultrapassagem indevida, excesso de velocidade, alcoolemia ao volante e distrações na direção do veículo. No ano passado, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF-DF) registraram 236 acidentes fatais. Somente nas rotas distritais, 93 pessoas morreram em 2014.

O Correio mapeou os pontos críticos de acidentes em seis rodovias federais que passam pelo DF: as BRs 020, 040, 060, 070, 080 e 251. Com base nos registros da PRF-DF, é possível apontar os trechos onde os acidentes com morte são recorrentes (leia no Pontos críticos na capital). A mesma informação foi pedida ao DER e ao Departamento de Trânsito (Detran) no último dia 13. Mas as duas autarquias não responderam à solicitação da reportagem até o fechamento desta edição. O DER informou que é preciso fazer um estudo para ter os pontos com mais acidentes. E o Detran — que não é responsável pelas rodovias do DF, mas faz o levantamento dos locais anualmente — não enviou qualquer resposta.

O mapa dos pontos críticos nas vias serve como alerta para quem vai pegar as estradas no feriado prolongado de 21 de abril e para quem as usa rotineiramente. A maior preocupação da PRF em relação às mortes nas BRs é com as ultrapassagens indevidas. As colisões frontais representam cerca de 4% dos acidentes. Segundo a agente Pamela Vieira, chefe do Núcleo de Comunicação da PRF-DF, o percentual é relativamente baixo. O problema é que esses 4% de acidentes são responsáveis por mais de um terço das mortes. “Isso mostra que o índice de letalidade de um acidente desse tipo é altíssimo. Foi isso que levou a PRF a sugerir o aumento do valor das multas de ultrapassagens, que entrou em vigor em novembro do ano passado”, explica a policial.

Apesar de não ser uma das rodovias mais movimentadas, a BR-080 — via de ligação entre Brazlândia e Padre Bernardo (GO) — chamou a atenção pela quantidade de tragédias no primeiro trimestre deste ano. O Correio contabilizou pelo menos oito mortes em três acidentes ao longo dela, entre 1º de janeiro e 31 de março. A quantidade de vítimas é praticamente a mesma registrada durante todo o ano passado, quando nove pessoas morreram em seis ocasiões.

A reportagem percorreu os 71km entre Brazlândia e Padre Bernardo. Motoristas e comerciantes apontam o trecho conhecido como sete curvas como um dos mais perigosos. O asfalto é bom e a sinalização no asfalto está nova. Mas faltam placas alertando sobre riscos. Pelo menos três vezes por semana, o eletricista Ronan Menezes, 27 anos, e o colega de trabalho, o motorista Moacir Borges Santana, 24, pegam a estrada rumo a Brazlândia para fazer entregas. Eles afirmam que, nas sete curvas, todo cuidado é pouco. “É uma parte perigosa da estrada. Nem todo mundo sabe que isso existe. O traçado da pista é traiçoeiro. Se estiver chovendo, fica pior ainda”, explica Ronan. Ele critica a precariedade do acostamento e a falta de sinalização.

No posto de Brazlândia, os caminhoneiros são aconselhados a prestar atenção em todo o trecho. “Faço esse caminho há 10 anos. Venho do Norte do Brasil, cortando pelo Centro-Oeste até o Sul. Essa estrada é uma das mais complicadas de todo o meu trajeto”, observou o motorista de caminhão Nilson Motta, 45 anos. O colega dele, Márcio Lanes, 45, disse que não se arrisca a dirigir na BR-080 à noite. “As estradas brasileiras deveriam ter mais luzes e mais placas de trânsito para indicar, por exemplo, trechos perigosos.”

Riscos

Das sete rodovias federais que cruzam o DF, duas chamam a atenção pela quantidade de fatalidades: a BR-020, que liga o DF ao Nordeste, e a BR-070, um dos caminhos que levam a Pirenópolis (GO). Nos dois casos, os trechos urbanos — entre Sobradinho e Planaltina, no caso da 020, e de Ceilândia e Águas Lindas (GO), na BR-070 — são os mais arriscados. Na primeira, as colisões frontais em partes de pista simples representam quase metade de todos os acidentes ocorridos em 2014. Também é grande o número de atropelamentos. “Tem muita gente atravessando a rodovia. E o perfil da vítima atropelada é idoso, criança ou pessoa alcoolizada. Não tem passarela no trecho urbano e o condutor nem sempre consegue frear a tempo”, explica a agente Pamela, da PRF.

Já nas BRs 060 e 070, a pista é duplicada e bem sinalizada. As causas mais frequentes de acidentes, segundo a PRF, são a embriaguez do condutor ou do pedestre e o excesso de velocidade. Na BR-040, retornos mal planejados contribuíam para as tragédias. A pedido da PRF, a concessionária que administra a rodovia fechou o que ficava em frente ao shopping da cidade. Neste feriado prolongado, haverá fiscalização local nos trechos com maior índice de acidentes. “Temos feito muita fiscalização. Mas a situação só vai mudar se o condutor e o pedestre adotarem um comportamento mais consciente”, defende a agente Pamela.

Memória

2015

Fevereiro
Três acidentes com mortes no mês. A colisão entre um Fiat Stilo e um caminhão na BR-080 matou os quatro ocupantes do carro. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do carro perdeu o controle do veículo e invadiu a faixa contrária. Já na BR-040, três carros bateram e deixaram quatro mortos na altura de Cristalina (GO), após ultrapassagem indevida em um trecho com faixa contínua da estrada. Por fim, um homem de 45 anos morreu também na BR-040, após o carro dele bater de frente com um ônibus, próximo a Cristalina. Segundo a PRF, a vítima, a bordo de um VW Voyage, tentou fazer uma ultrapassagem sobre a ponte.
2014

Agosto
Uma pessoa morreu e seis ficaram feridas em um acidente entre dois carros na DF-001. No sentido Gama/Recanto das Emas, um veículo acertou outro que estava parado no acostamento.

Abril
Três motos e dois carros de passeio se envolveram em acidentes. Das oito pessoas envolvidas nas colisões — na Epia, na BR-070 e no Lago Sul —, dois motociclistas e um motorista morreram no local.

Março
Entre 11 e 13 de março, ocorreram dois acidentes com vítimas na BR-020. No primeiro, uma Toyota Hillux saiu da pista, capotou e bateu numa árvore. Uma pessoa perdeu a vida. No outro, o motorista de um Gol bateu na traseira de uma motocicleta Honda CG. O motociclista morreu na hora.

2013

Junho
A colisão frontal entre um Gol e um Palio deixou quatro pessoas mortas na DF-128. Segundo informações da PM, o Palio teria invadido a pista contrária.

Março
Uma batida frontal entre um Ford Ka e uma carreta deixou uma pessoa morta. O acidente ocorreu entre Brazlândia e Ceilândia. A suspeita é de que o motorista do carro, Jean Benedito de Souza, 36 anos, tenha dormido ao volante.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

 

Um país em sobrepeso

JOÃO BOSCO LACERDA
Publicação: 16/04/2015 04:00
O rápido aumento no número de brasileiros que sofrem de sobrepeso e obesidade preocupa as autoridades de saúde no país. De acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde, 52,5% dos brasileiros estão acima do peso, número que vem crescendo de forma contínua nos últimos nove anos. Em 2006, 43% da população estavam acima do peso.

Além da parcela com sobrepeso, 17,9% dos brasileiros estão obesos, faixa que vem se mantendo estável nos últimos três anos, de acordo com a pasta. Os dados fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada entre fevereiro e dezembro de 2014, com a participação de mais de 40 mil pessoas. A medida utilizada para calcular o sobrepeso ou obesidade é o índice de massa corporal (IMC), obtido através da divisão entre o peso da pessoa pela sua altura elevada ao quadrado. Quem tem índice acima de 25 está com sobrepeso, enquanto valores superiores a 30 indicam obesidade.

De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Déborah Malta, o aumento no número de pessoas que sofrem com sobrepeso no país se deve a uma transição no modo de se alimentar dos brasileiros. “Estamos vivendo uma transição nutricional que privilegia hábitos inadequados, como o consumo de alimentos industrializados e comida rápida”, declarou.

Além dos dados medidos sobre excesso de peso, um em cada cinco brasileiros (20%) afirma já ter recebido diagnóstico médico de colesterol alto. Para Clayton Camargos, nutricionista da Universidade de Barcelona, o quadro atual é extremamente preocupante. “Hoje somos uma população de sobrepesados. Ainda não atingimos o nível de países como Estados Unidos, onde há uma população de obesos, mas, no nosso quadro atual, a população já está mais suscetível às chamadas doenças crônicas não transmissíveis”, avaliou. De acordo com o Ministério da Saúde, este tipo de doença, que engloba enfermidades como hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer, são responsáveis por 72,4% das mortes no país.

Apesar do aumento constante no número de brasileiros acima do peso, a pesquisa mostrou dados positivos relacionados à prática de exercícios. De acordo com a Vigitel, o número de brasileiros que praticam pelo menos 150 minutos de exercício físico por semana em seu tempo livre aumentou de 29,9% para 35% entre 2009 e 2014. Além disso, o número de brasileiros que passam em média mais de três horas em frente à televisão caiu de 31 para 25,3% entre 2006 e 2014. “Se não fosse esse crescimento no número de brasileiros que praticam atividade física, o aumento na obesidade seria ainda maior”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Brasil engorda
Evolução do índice de sobrepeso nos últimos 9 anos no país

Ano Total da população (%)

2006 43
2007 43
2008 45
2009 46
2010 48
2011 49
2012 51
2013 51
2014 53

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Adolescentes são apreendidos após manterem família refém em Taguatinga

Adolescentes são apreendidos após manterem família refém em Taguatinga

Vizinhos ligaram para a Polícia Militar, que negociou a liberação das vítimas e levou os jovens para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA II)

postado em 16/04/2015 16:15 / atualizado em 16/04/2015 16:16
Isa Stacciarini
Uma família foi mantida refém durante a madrugada desta quinta-feira (16/4) em casa, na QNA 28 de Taguatinga. Três adolescentes, armados com uma faca, entraram na residência e anunciaram o assalto.

Enquanto o trio tentava levar objetos pessoais das vítimas, como televisão, computadores e joias, uma mulher, duas adolescentes e uma criança ficaram sob ameaça dos criminosos. Eles utilizaram um veículo Honda Civic roubado no Guará, dias antes, para praticar o crime.

Vizinhos ligaram para a Polícia Militar, que negociou a liberação das vítimas e apreendeu os adolescentes. Todos foram encaminhados para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA II). Segundo a corporação, cinco PMs cercaram a residência.

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De acordo com a PM, ao perceber a chegada dos militares, uma das vítimas teria gritado por socorro. A negociação durou pouco tempo. As vítimas foram libertadas e os bens restituídos à família. Os envolvidos devem responder por ato infracional análogo a roubo.

Fonte:  www.correiobraziliense.com.br